21 Fevereiro, 2017      08:34 GMT +1 Luanda

Angola

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27 anos de guerra civil, 1,5 milhões de mortos e 4 milhões de desalojados após a independência de Portugal em 1975, Angola dispõe desde 2002 da paz necessária para se desenvolver e explorar os imensos recursos naturais de que dispõe.

Tendo obtido a independência da potência colonizadora, Portugal, em 1975, os três principais partidos angolanos - Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA), União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA) envolveram-se numa guerra civil que só veio a terminar com a morte do líder da UNITA, Jonas Savimbi.

Angola foi igualmente palco de um dos mais sangrentos episódios da guerra fria, com os Estados Unidos a apoiarem a UNITA e a invasão de Angola pelo exército da África do Sul e a extinta União Soviética a apoiar o MPLA e o envio de tropas cubanas para aquele país africano.

Tendo recebido o apoio inicial de militares portugueses para se instalar em Luanda, capital colonial, o MPLA apresentou-se como o governo legítimo de Angola e tomou o poder. Além disso, o exército sul-africano e a UNITA não conseguiram opôr-se com êxito aos cubanos e aos soldados do MPLA.

Com uma área de 1.246.700 quilómetros quadrados, a esmagadora maioria dos pouco mais de 11 milhões de angolanos vive da agricultura de subsistência com a maior parte dos produtos alimentares a ter de ser importada.

A esperança média de vida dos angolanos é de apenas 36,5 anos e a taxa de mortalidade infantil é de 190 mortos por cada mil nascimentos.

A produção de petróleo contribui em cerca de metade para o Produto Interno Bruto e em mais de metade para as exportações. De referir que Angola possui reservas confirmadas de 23 mil milhões de barris de petróleo e 80 mil milhões de metros cúbicos de gás.

Além do petróleo, Angola exporta derivados do petróleo, diamantes, alguns produtos agrícolas, tais como café, madeira e algodão e pescado.

Curiosamente, os seus principais mercados para a exportação são, depois dos Estados Unidos, a China Continental e Taiwan, com 30 e 8 por cento, respectivamente, do total.

Angola dispõe de uma força laboral de 5,1 milhões de pessoas. Mais de metade está no desemprego e embora o sector primário absorva 85 por cento com os restantes 15 por cento a estarem na indústria e serviços, a agricultura mais não representa do que 8 por cento para o produto interno bruto. A indústria é a base de sustentação do PIB angolano ao representar mais de 67 por cento.

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