26 Março, 2017      10:13 GMT +1 Luanda

Angola estuda refinação de petróleo em rama no estrangeiro

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O governo de Angola encomendou um estudo de viabilidade económica sobre a possibilidade de proceder à refinação de petróleo em rama extraído em Angola num refinaria estrangeira, de acordo com um despacho do ministro dos Petróleos.

O despacho, que autoriza a contratação de uma empresa de consultoria para elaborar o referido estudo de viabilidade, indica que essa mesma empresa dará ainda assessoria à “reanálise da estratégia da liberalização do segmento logístico dos derivados de petróleo, incluindo o asfalto.”

Em Fevereiro, o governo angolano nomeou uma comissão multissectorial coordenada pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira, para elaborar até final de Março um estudo com “propostas técnicas atinentes à viabilidade da execução do projecto de desenvolvimento da refinaria do Soyo.”

Em 2015 foi anunciada a colocação da primeira pedra das obras de construção da refinaria do Soyo, prevendo-se então a entrada em funcionamento a partir de 2017, processando 110 mil barris de petróleo por dia.

Para garantir o aumento da capacidade de refinação interna, Angola tinha em curso o projecto de construção da refinaria do Lobito, na província de Benguela, com capacidade para processar 200 mil barris de petróleo por dia e cuja conclusão chegou a estar prevista para 2018.

Contudo, devido ao processo de reestruturação financeira na Sonangol, provocada pela quebra nas receitas com a exportação de petróleo e uma dívida de quase 10 mil milhões de dólares, a administração da estatal decidiu em 2016 suspender o projecto para analisar a “visão estratégica e da viabilidade económica.” (Macauhub)

 


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